Hoje, vou falar um pouco de 2 grandes mestres do mobiliário, que eu admiro muito, e gostaria de tê-los na minha decoração. O primeiro deles já falecido, quem conhece uma peça criada pelo designer consegue perceber de longe a assinatura dele. Infelizmente ou felizmente os móveis de Tenreiro não são reproduzidos, e hoje em dia só podem ser apreciados em fotografias, livros ou quando encontrados em antiquários, leilões ou na casa de algum colecionador. E o segundo, 100% ativo, nos brindando com mobiliários de encher os olhos e inspiração, com sua integração e respeito a natureza, reproduzindo moveis e peças de design com consciência ecológica, e de produção artesanal, podemos usufruir ainda de seus frutos.
- JOAQUIM TENREIRO (1906-1992) Nascido em Portugal mudou-se ainda novo para o Brasil, onde exerceu a profissão de marceneiro, herdada da família, e depois a de projetista de móveis, em diversas empresas no Rio de Janeiro, como Laubisch & Hirth. Pode ser considerado o pai do design brasileiro do século 20. Com inigualável precisão, forma, escala e detalhe, ele foi responsável por uma mudança drástica na indústria moveleira do país. Até então se praticava em larga escala apenas a realização de cópias do mobiliário tradicional europeu. A partir de Tenreiro, o design autenticamente brasileiro passou a ser delineado.
O artista, na
verdade, sempre se considerou um escultor que fazia móveis. Talvez por isso
suas peças sejam tão diferentes das obras de seus contemporâneos. Seus
trabalhos esbanjam curvas únicas, bem ao modo modernista. Além disso,
destaca-se em seu modo operante o cuidado com os acabamentos, em sua maioria
executados à mão. Os ângulos desenhados por este mestre nunca falham na tarefa
de surpreender e maravilhar.
No ano de 1942,
projetou seu primeiro móvel moderno, para uma residência de Francisco Inácio
Peixoto (projetada por Oscar Niemeyer), realizando pela primeira vez projetos
num estilo próprio. Surgiram, então, os móveis inteiramente concebidos, projetados
e executados pelo artista, de acordo com os princípios do mobiliário moderno.
A partir de 1943,
montou sua própria empresa, com fábricas e lojas no Rio de Janeiro e São Paulo,
com grande sucesso profissional e de crítica.
No final da
década de 1960 resolveu encerrar a empresa e dedicar-se às artes,
principalmente a escultura em madeira, que já vinha exercendo em paralelo com
sua atividade principal, desde que fizera um curso de desenho, em 1928 no Liceu
Literário Português e no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1931,
já integrara o Núcleo Bernardelli, grupo criado em oposição ao ensino acadêmico
da Escola Nacional de Belas Artes, onde desenvolveu seus pendores para a
pintura, tendo demonstrado excelente familiaridade com os pincéis. Nessa época,
até a década de 1940, dedicou-se à pintura de retratos, de paisagens e de
naturezas-mortas.
Nas décadas de
1950 e 1960, desenhou mobiliário e painéis em madeira, acompanhando o progresso
da arquitetura moderna, para diversas instituições, como o Itamarati e o SENAI.
Segue-se a
execução de grandes obras como, em 1969, o painel para a Sinagoga Templo Sidon
na Tijuca, a portada da Capela Ecumênica da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, de 1974, e os dois painéis em fibra de vidro, cada um medindo oito por
seis metros, realizados em 1975 para o novo auditório do Senai na Tijuca. Nessa
fase final, o artista se destacou, sobretudo como escultor, produzindo relevos,
treliças e colunas em madeira policromada, que constituem algo de novo na arte
brasileira de então.
Suas obras
artísticas são tão incríveis como seus móveis, e assim eles se mantêm atuais e
extremamente modernas até hoje.
- DOMINGOS TÓTORA - Nascido e criado em Maria da Fé, cidade mineira na Serra da Mantiqueira. Estudou em São Paulo e de volta à sua aldeia, elegeu o papelão como matéria prima para seu trabalho, que transita entre a arte e o design. E seu habitat de expressão e experimentação encontra-se, além de raízes e laços afetivos, sua principal fonte de inspiração, a natureza. (texto extraído do seu site).
Seu atelier está integrado ao verde, e tem como matéria prima o papel machê, tudo é feito com papel kraft, reciclado, sendo papelão de embalagem e sacos de cimentos que foram descartadas em obras. Desta matéria prima, são desenvolvidas peças decorativas, objetos utilitários e moveis, tendo algumas desta obras vendidas na França.
Numa das oficinas, as obras são idealizadas por Domingos e executadas por uma equipe o projeto de Arte e Reciclagem, com papel social o designer apostou na organização dos artesãos da comunidade, e em outra oficia, trabalha um outro núcleo de cooperado, que ao papel reciclado junta-se a fibra de bananeira.
Apostar na reciclagem, foi transformar e mudou a realidade de diversas pessoas, há 7 anos um pequeno grupo começo a fazer artesanato com papel reciclado, uniram-se numa cooperativa, e essa começou este trabalho com uma pequena produção de 60 peças que foram compradas pela ONG "Mãos de Minas", a partir disso o grupo investiu em equipamentos e conseguiu ir em frente, e com este novo oficio melhorou a renda das famílias.





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